Ministro do Turismo de Israel defende boicote à Turquia

O ministro do Turismo de Israel, Stas Misezhnikov, defendeu hoje que os cidadãos de seu país deixem de passar férias na Turquia. O apelo do ministro veio à tona depois de o Conselho de Segurança Nacional da Turquia ter considerado que as políticas de Israel para o Oriente Médio representam uma ameaça.

AE, Agência Estado

31 de outubro de 2010 | 18h19

"Nossos cidadãos não têm nada o que fazer na Turquia", declarou Misezhnikov a jornalistas ao término da reunião semanal do gabinete de governo de Israel. "Os turcos estão prejudicando a si mesmos com declarações desse tipo. Quanto menos formos, talvez melhor eles aprendem", prosseguiu.

A Turquia costuma ser um destino popular entre os turistas israelenses. Hoje, a mídia israelense citou a imprensa turca para informar que o Conselho de Segurança Nacional da Turquia teria classificado, em um documento secreto, Israel como país cujas políticas ameaçam os interesses de Ancara. Ainda segundo a imprensa de Israel, a Turquia também teria deixado de considerar o Irã e a Síria como ameaças regionais.

O governo turco recusou-se a comentar o assunto. Segundo o Ministério das Relações Exteriores da Turquia, Ancara não se pronunciará sobre o teor do documento, classificado como confidencial pelas autoridades locais. Apesar do apelo do ministro Misezhnikov pelo boicote, o governo e a chancelaria de Israel não se pronunciaram formalmente sobre o assunto.

As relações entre esses dois antigos aliados regionais estratégicos deterioram-se no decorrer dos últimos meses, especialmente depois do ataque militar de Israel ao navio que liderava uma flotilha humanitária que pretendia furar o embargo israelense à Faixa de Gaza. Nove turcos, um deles com cidadania norte-americana, morreram na ação militar deflagrada por Israel em águas internacionais na madrugada de 31 de maio. As informações são da Dow Jones e da Associated Press.

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