Ministro egípcio diz que turistas seqüestrados foram soltos

Todos os 19 reféns estão em segurança, afirma chanceler; seqüestrados na 6ª, eles foram levados ao Sudão

Reuters e Efe,

22 de setembro de 2008 | 16h58

Todos os 19 reféns que foram seqüestrados em Assuã, no sul do Egito, foram soltos e estão em segurança, anunciou nesta segunda-feira, 22, o chanceler egípcio Ahmed Aboul. "Eles foram libertados, todos eles", declarou ele para repórteres em um encontro com a secretária de Estado americana Condoleezza Rice antes da Assembléia Geral da ONU, acrescentado que "um grupo de gângsteres" cometeu o seqüestro. No incidente, onze turistas europeus - cinco italianos, cinco alemães e um romeno - foram seqüestrados na última sexta-feira. As outras oito vítimas - motoristas e guias turísticos - são egípcios. O ministro do Turismo do Egito, Zoheir Garana, disse que a informação só veio à tona nesta segunda, depois que o dono da agência de turismo que transportava o grupo avisou sua esposa por telefone. As vítimas, segundo afirmou o porta-voz do governo Magdy Rady, foram levadas para o Sudão. Em declarações reproduzidas pela agência de notícias oficial Mena, o governador da província de Wadi al-Gadid, Ahmed Mojtar, disse que os turistas começaram seu safári no dia 16 de setembro e deviam terminá-lo no sábado em um oásis da região. A área desértica onde o crime ocorreu é freqüentada por pessoas que cruzam irregularmente a fronteira entre os três países aproveitando a falta de controle na zona limítrofe. É a primeira vez na história recente do Egito que se tem relato de um seqüestro de turistas, embora no passado tenham ocorrido atentados contra estrangeiros no país, que causaram mais de uma centena de mortos nos últimos 20 anos. O caso mais grave foi registrado em 17 de novembro de 1997, quando 62 pessoas, entre elas 58 estrangeiros, morreram por disparos de um grupo fundamentalista na localidade arqueológica de Luxor, no sul do país. Alguns dos turistas feridos foram assassinados a facadas pelos terroristas, que acabaram sendo mortos pela polícia. O fato mais recente foi registrado em 24 de abril de 2006, quando 21 pessoas, entre elas três estrangeiros, morreram após a explosão simultânea de três bombas na cidade de Dahab, na costa leste do Sinai.

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