Ministro espanhol acusa Aznar de apoiar golpe na Venezuela

A visita do presidente venezuelano, Hugo Chávez, à Espanha provocou uma crise política depois que o ministro do Exterior espanhol, o socialista Miguel Angel Moratinos, acusou o governo anterior, conservador, de ter apoiado o golpe militar que retirou Chávez do poder por dois dias, em 2002. Morantinos afirmou numa entrevista à televisão que o então embaixador da Espanha na Venezuela recebeu ordens de Madri para apoiar os golpistas. É a primeira vez que os socialistas fazem publicamente tal denúncia Chávez concordou. "Do ponto de vista venezuelano, não tenho dúvida de que isso é verdade", disse ele hoje a repórteres. Militares venezuelanos removeram Chávez do poder em abril de 2002 depois de responsabilizá-lo pela morte de 19 pessoas em confrontos entre forças de segurança e manifestantes. Chávez voltou ao poder dois dias depois em meio a protestos populares generalizados contra o governo golpista. A administração do então primeiro-ministro espanhol José Maria Aznar imediatamente reconheceu o governo golpista. Não ficou claro nas declarações de Morantinos qual teria sido o apoio dado por Aznar aos golpistas. Integrantes do governo conservador de Aznar, derrotado nas eleições de março pelos socialistas, ficaram furiosos com a acusação.

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