Ministro francês defende resposta ao terror na Argélia

A resposta ao terrorismo deve ser dura e sequestradores devem saber que assumem um grande risco ao fazer reféns, disse neste domingo o ministro das Relações Exteriores francês, Laurent Fabius. As afirmações foram feitas em referência ao cerco de quatro dias a um campo de gás da Argélia, que causou a morte de pelo menos 23 reféns.

LETICIA PAKULSKI, Agência Estado

20 de janeiro de 2013 | 10h22

Em uma entrevista à rádio francesa Europe1, Fabius destacou que não deve haver impunidade para terroristas. O chanceler disse se sentir ofendido quando as autoridades argelinas são questionadas por sua resposta ao ataque e culpou os militantes pela violência.

O ataque e a operação das forças da Argélia para acabar com o impasse e libertar os cativos levaram à morte de 23 reféns de diferentes países e de 32 militantes, de acordo com um número preliminar divulgado pelo serviço de imprensa da Argélia.

Fabius reconheceu que o número de mortos é alto, mas insistiu que a situação no complexo era "terrível". Segundo ele, os militantes da região do Saara são "assassinos, saqueadores, estupradores".

Um grupo de supostos militantes islâmicos atacou uma instalação de gás natural em In Amenas, perto da fronteira com a Líbia, na última quarta-feira e fez dezenas de trabalhadores reféns. Forças argelinas cercaram o local e encerram o cerco no sábado, após operação que durou vários dias. As informações são da Dow Jones.

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