Ministro francês visita Iraque e promete ajuda

O ministro de Relações Exteriores da França, Laurent Fabius, disse neste domingo, durante uma visita ao Iraque, que Paris vai fornecer "várias toneladas" de ajuda a centenas de milhares de desalojados internos do Iraque e pediu aos líderes em Bagdá que se unam contra militantes sunitas que tomaram grandes porções do território do país.

Estadão Conteúdo

10 de agosto de 2014 | 12h37

Falando durante uma coletiva de imprensa ao lado do ministro interino de Relações Exteriores iraquiano, Hussain al-Shahristani, Fabius disse que sua visita tem como objetivo estimular os esforços humanitários no norte do Iraque, onde dezenas de milhares de integrantes da minoria yazidi fugiram para as montanhas e até mesmo para a vizinha Síria para escapar do grupo Estado Islâmico (anteriormente conhecido como Estados Islâmico do Iraque e do Levante, EIIL).

"A ordem é a solidariedade", declarou Fabius em Bagdá. Ele convocou os iraquianos a formarem um "governo de ampla unidade de maneira que todos os iraquianos se sintam representados e, juntos, liderem a batalha contra o terrorismo."

O diplomata francês também se reuniu com o primeiro-ministro Nouri al-Maliki antes de se dirigir à capital regional curda, Irbil.

Os combatentes do Estado Islâmico tomaram grande parte do território iraquiano no norte e oeste do país. O avanço do grupo contra Irbil nos últimos dias fez com que os Estados Unidos lançassem ataques aéreos contra a região pela primeira vez desde que suas tropas deixaram o Iraque, no final de 2011, após oito anos de guerra.

O Exército norte-americano disse que uma terceira rodada de ataques realizada por jatos de combate e aviões teleguiados, também chamados de drones, atingiu veículos blindados e caminhões do grupo que eram usados no ataque a civis.

Aviões norte-americanos e iraquianos também lançaram ajuda para os yazidis. Milhares de integrantes dessa minoria estão confinado no topo de uma montanha desde que os militantes tomaram Sinjar na semana passada.

O presidente Barack Obama advertiu os norte-americanos no sábado que a última campanha militar no Iraque será um "projeto de longo prazo", cuja extensão vai depender do tempo que os líderes iraquianos levarão para resolver suas diferenças e, assim, confrontar a insurgência.

"Eu não acho que vamos resolver este problema em semanas", disse Obama.

O rápido avanço do Estado Islâmico em todo o Iraque em junho colocou o país em sua pior crise desde que as tropas norte-americanas se retiraram, no final de 2011.

O governo da Alemanha informou neste domingo que apoia os ataques aéreos norte-americanos no Iraque contra extremistas que atacam integrantes da minoria yazidi, afirmou o ministro de Relações Exteriores alemão.

"Tendo em vista a catástrofe humanitária, nós apoiamos a intervenção dos Estados Unidos", disse Frank-Walter Steinmeier. Ele afirmou também que os esforços norte-americanos são muito importantes para evitar o avanço ainda maior do grupo. Fonte: Associated Press e Dow Jones Newswires.

Tudo o que sabemos sobre:
IraqueFrançaajudayazidirefugiados

Encontrou algum erro? Entre em contato

Tendências:

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.