Ministro iemenita escapa de atentado no sul do país

O ministro da Defesa do Iêmen, Mohamed Nasser Ali, sobreviveu ontem a um atentado terrorista em Áden, no sul do país. A região é alvo de frequentes ataques de militantes islâmicos ligados à Al-Qaeda na Península Arábica, que se tornou mais atuante após os protestos populares contra o ditador Ali Abdullah Saleh, em fevereiro. Ao menos sete soldados ficaram feridos na explosão. O ministro não se feriu.

SANAA, O Estado de S.Paulo

28 Setembro 2011 | 03h05

Horas depois, aviões realizaram ataques aéreos contra esconderijos de radicais islâmicos em Zinjibar, capital da Província de Abyan. Segundo o governo, 15 militantes morreram na ação.

Na capital Sanaa, milhares de manifestantes voltaram às ruas para pedir a saída de Saleh, que retornou ao Iêmen na sexta-feira, após três meses na Arábia Saudita, onde recebeu tratamento após uma tentativa de assassinato.

Na semana passada, uma onda de violência deixou mais de cem mortos após forças leais a Saleh entrarem em confronto com rebeldes, apoiados por militares dissidentes. O Conselho de Cooperação do Golfo (CCG)negocia um acordo para uma transição pacífica no país.

Guerra civil. Ontem, em seu discurso na Assembleia-Geral da ONU, o chanceler iemenita, Abu Bekr Abdullah al-Qirbi, acusou a oposição de tentar provocar uma guerra civil no país e de aproveitar a primavera árabe para impedir que o Iêmen mude por meio das urnas.

"Eles se deram conta depois das eleições de 2006 de que não chegarão ao poder e optaram pela violência", disse Qirbi. "Ainda assim, respeitamos as reivindicações dos jovens e começamos um diálogo com eles para dar início às reformas."

Ainda de acordo com o chanceler, Saleh continua comprometido com um acordo para passar o poder para seu vice-presidente e iniciar a transição, nos moldes do acordo negociado pelo CCG. O ditador, no entanto, já desistiu três vezes de assinar o pacto. O ditador, de 69 anos, está no poder no país desde 1978.

No domingo, o Conselho de Segurança da ONU condenou a violência no Iêmen e pediu que todas as partes envolvidas no conflito protejam a população civil. Na ocasião, o órgão também pediu que o governo e a oposição avancem com rapidez rumo a uma ampla transição política que atenda às aspirações democráticas dos iemenitas. / EFE e REUTERS

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