Ministro inglês admite que situação no Iraque é "muito grave"

O ministro de Assuntos Exteriores doReino Unido, Jack Straw, reconheceu pela primeira vez nesta sexta-feira, que a situação enfrentada pela coalizãoanglo-americana no Iraque é "muito grave", ocasião em que tambémdisse que jamais teria imaginado este desenlace. Um ano depois da tomada de Bagdá, a escalada da violênciatoma o Iraque, com sangrentos enfrentamentos entre as tropasocupantes e as milícias xiitas e sunitas, que já deixaramcentenas de mortos, principalmente civis iraquianos.Numa entrevista à Rádio 4 da BBC, Straw admitiu que asituação é grave, embora tenha relativizado o quadro, dizendo que olevante é fruto do antigo regime do ditador Saddam Hussein, quecriou uma situação que "poderia ter explodido a qualquerhora". "Não quero minimizar a gravidade dos problemas queenfrentamos, mas é preciso vê-los em seu contexto, o de queSaddam tinha aterrorizado a Iraque", argumentou o ministro. "A tampa da panela de pressão explodiu e algumas das tensõesque havia lá, que poderiam ter surgido em qualquer momento, sedirigiram, até certo ponto, contra a coalizão", acrescentou. Straw lembrou que a maioria dos iraquianos aprecia o fato deSaddam não estar mais no poder, embora a população esteja emdesacordo com a ocupação e deseje uma transição para um governodemocrático. Os rebeldes "são tão inimigos da maioria dos iraquianos comoo são da coalizão", assegurou Straw. Perguntado se, há um ano, teria imaginado uma situação como aatual, Straw respondeu que não. "Pensei que haveria dias bons eruins", explicou. "Não há dúvida de que a situação atual é muitograve, a mais grave que tivemos que enfrentar".

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