Michel Euler/AP
Michel Euler/AP

Ministro iraniano diz acreditar em acordo nuclear com potências

Para Zarif, o que falta é 'realizar os ajustes necessários' após reunião com a AIEA

O Estado de S. Paulo,

06 de novembro de 2013 | 14h34

PARIS - O ministro de Relações Exteriores do Irã, Mohammad Javad Zarif, disse nesta quarta-feira, 6, confiar em um acordo sobre o programa nuclear iraniano durante as conversas que ocorrerão amanhã em Genebra, pela segunda rodada de negociações entre Teerã e o G 5+1 (cinco membros permanentes do Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas e Alemanha).

"É possível alcançar um acordo esta semana em Genebra. Se não for esse o caso, não é um desastre desde que façamos progressos", disse Zarif ao jornal francês Le Monde, sem dar detalhes sobre como um acordo poderia ser alcançado. Para o ministro, após a reunião com a Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA) na semana passada, o que falta agora é "realizar os ajustes necessários."

Zarif faz uma viagem a Paris para reduzir as pressões de países como França e Estados Unidos, que continuam cautelosos em relação à disposição de Teerã para fornecer garantias concretas de que seu programa nuclear não será usado para fins militares. Na quinta-feira, Zarif vai se reunir com negociadores dos EUA, Rússia, China, Grã-Bretanha, França e Alemanha para discutir o programa nuclear iraniano.

O secretário de Estado dos EUA, John Kerry, em visita a Israel, ouviu hoje um apelo direto do primeiro-ministro israelense Binyamin Netanyahu contra o desejo do governo Obama de fazer uma pausa antes de propor novas sanções contra o Irã. Durante encontro com Kerry, o premiê israelense afirmou que as pressões sobre o governo iraniano "devem ser mantidas e até ampliadas" antes da segunda rodada de negociações previstas para amanhã, em Genebra.

O governo Obama tem dito que quer fazer uma de pausa antes adotar novas sanções contra o Irã para permitir maior flexibilidade nessas negociações. Durante a visita a Israel, Kerry não abordou a questão das sanções, mas repetiu que os EUA não permitirão que o Irã desenvolva armas nucleares.

As lideranças mundiais que participam das conversas buscam chegar a um acordo que congele o programa nuclear iraniano em troca de algum alívio nas sanções econômicas que vêm castigando o país.

Os líderes ocidentais pretendem convencer Teerã a parar de enriquecer urânio em quantidades suficientes para produzir uma arma nuclear. As autoridades iranianas, entretanto, insistem que o programa nuclear, incluindo o enriquecimento de urânio, é para uso civil e pretendem pôr fim às sanções que paralisaram as indústrias bancária e de petróleo do país./ EFE e REUTERS

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