Ministro iraniano diz ser 'possível' acordo nuclear

O ministro das Relações Exteriores do Irã, Mohammad Javad Zarif, disse neste domingo ainda ser "possível" fechar um acordo nuclear com potências mundiais, apesar de uma rodada difícil de negociações nesta semana. "O acordo é possível. Mas as ilusões precisam acabar. A oportunidade não deve ser perdida de novo, como em 2005", escreveu Zarif no Twitter , referindo-se ao longo impasse do Irã com potências ocidentais em torno de seu programa nuclear.

Agência Estado

18 Maio 2014 | 08h53

O Irã e seis potências encerraram uma quarta rodada de negociações nucleares, em Viena, na sexta-feira, sem "nenhum progresso tangível". Grã-Bretanha , China, França, Rússia, Estados Unidos e Alemanha querem que o Irã reduza radicalmente suas atividades nucleares, tornando praticamente impossível que o país desenvolva uma bomba atômica.

O objetivo é chegar a um consenso até 20 de julho, quando um acordo interino firmado em novembro expira. Pelo acordo em vigor, o Irã congelou algumas atividades em troca de alívios em sanções ocidentais. Para oferecer novas concessões, a república islâmica, que nega que seu programa nuclear tenha algum interesse bélico, pede o fim de todas as sanções da Organização das Nações Unidas (ONU) e dos países ocidentais, que têm impactado severamente a economia iraniana.

A quarta rodada de negociações encerrou-se, na sexta-feira, com ambos os lados reclamando que grandes lacunas permaneceram antes do prazo 20 de julho. "Lacunas enormes permanecem, o outro lado precisa ter uma maior dose de realismo", disse um diplomata ocidental. "Esperávamos um pouco mais de flexibilidade do lado deles."

Neste domingo, a TV governamental de língua inglesa Press TV, citou o vice-chanceler do país, Abbas Araghchi, como tendo dito que a próxima rodada de negociações está previstas para ocorrer entre 16 e 20 de junho, em Viena.

Mais conteúdo sobre:
Irã acordo nuclear

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.