Ministro israelense acusado de assédio sexual renuncia

Haim Ramon, ministro da justiça israelense renunciou ao cargo neste domingo, segundo a imprensa de Israel, dois dias depois de ter recebido a acusação de ter beijado à força uma soldado de 18 anos.A saída de Haim Ramon é a mais nova contrariedade para o primeiro ministro Ehud Olmert, que tem sido criticado pelas suas decisões sobre a guerra no Líbano. Ramon era um dos principais aliados de Olmert e um dos mais influentes no plano de retirada da Cisjordânia, até 2010.Ramon confirmou que iria renunciar na última sexta-feira, depois de um general israelense anunciar que o acusaria de assédio sexual. A mídia local informou que o ministro emitiu uma carta de demissão neste domingo, e não participou da reunião semanal do Gabinete. O governo israelense ainda não anunciou quem será o novo ministro da pasta.InvestigaçõesHaim Ramon, de 56 anos, é suspeito de ter beijado uma soldado, à força, durante uma festa. O incidente aconteceu dia 12 de julho, data em que a guerra no Líbano começou. Com o caso, Ramon perdeu sua imunidade parlamentar.O inspetor do Estado de Israel investiga a participação de Olmert em propriedades de Jerusalém. O presidente Moshe Katsav foi acusado por um empresário estrangeiro por assédio sexual, mas o acaso não foi registrado. Tzahi Hanegbi, de Kadima, um influente parlamentar no Comitê de Defesa, foi informado no início da última semana que seria indiciado por fraude, suborno e falso testemunho.

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