Ministro israelense alerta contra extremismo judeu

O ministro da polícia de Israel, Tashi Hanegbi, alertou que extremistas judeus planejam assassinar políticos destacados se o governo começar a remover assentamentos da Cisjordânia e da Faixa de Gaza. Os comentários de Hanegbi representam a mais grave previsão de possíveis atos de violência perpetrados por extremistas judeus em anos recentes. Em 1995, um ultranacionalista judeu contrário a um acordo de paz com os palestinos assassinou o então primeiro-ministro israelense Yitzhak Rabin.Em entrevista ao Canal 2 da TV israelense, Hanegbi manifestou sua preocupação com a crescente violência. "Não tenho dúvidas de que existem pessoas dispostas a acreditar que salvarão o povo de Israel com esses crimes", comentou. "Elas assassinarão o primeiro-ministro, um ministro, um oficial do Exército, um oficial de polícia. Elas nem sempre conseguirão e nem sempre terão os meios para executar tais atos. Mas não faltam extremistas entre nós". Não ficou claro se suas declarações têm base em informações concretas. No início da semana, o diretor-geral do serviço de segurança Shin Bet, Avi Ditcher, desencadeou uma tempestade política ao dizer-se preocupado com a crescente militância entre os opositores da remoção dos assentamentos em terras palestinas. Líderes de colonos judeus e rabinos da Cisjordânia e da Faixa de Gaza acusaram Ditcher de promover uma campanha de incitação contra eles.

Agencia Estado,

06 de julho de 2004 | 17h05

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