Ministro israelense é suspeito de desfalque de US$ 1,2 milhão

O ministro de Finanças de Israel, Abraham Hirchson, está sendo investigado sob a suspeita de ter desviado dinheiro do Sindicato de Empregados do Estado, o qual ele presidiu anos atrás, segundo fontes policiais.A polícia quer saber se Hirchson usou 5,65 milhões de shekel (US$ 1,2 milhão) de uma organização sem fins lucrativos, a Nili, associada à Confederação dos Trabalhadores (Histadrut), para financiar atividades do partido direitista Likud, ao qual era filiado antes de passar para o Kadima.Um dos indícios de desfalque, segundo as fontes, é a detenção do ministro com US$ 250 mil em sua bagagem, há alguns anos, no aeroporto de Varsóvia. Ele tinha ido à Polônia para organizar uma manifestação anual de estudantes israelenses nos antigos campos de concentração nazistas de Auschwitz e Birkenau.Hirchson, muito próximo ao primeiro-ministro, Ehud Olmert, também está sob investigação policial por um suposto caso de suborno. Ele foi interrogado na terça-feira, 20, durante sete horas.Personalidades do Kadima, citadas nesta quarta-feira, 21, pela imprensa local, afirmaram que Hirchson ficaria preso até o fim da investigação, se não gozasse de imunidade como ministro de Estado."Já respondi às perguntas da Polícia e continuo à frente do Ministério", disse, ao fim do interrogatório.O caso envolve também o vice-prefeito da cidade de Ramat Gan, Ovadia Cohen, que foi presidente da organização Nili entre os anos 2000 e 2003. Ele confessou ter fraudado a organização, também desviando mais de US$ 1 milhão, para ajudar um irmão a pagar dívidas.

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