Ministro israelense morre após ser baleado

O ministro ultra-nacionalista do Turismo de Israel, Rehavam Zeevi, 75, foi baleado na cabeça no Hyatt Hotel de Jerusalém e acabou morrendo horas depois. Zeevi foi abordado na porta de seu quarto por um homem que disparou três vezes contra ele, à queima roupa. Ele foi levado ao Hospital Hadassa onde morreu por volta das 10 horas (5 horas, em Brasília), disse o professor Shmuel Shapira, vice-diretor do hospital. O porta-voz da polícia israelense, Shmuel Ben-Ruby, disse que as balas balas foram disparadas quando Zeevi estava na entrada de seu quarto no hotel. A esposa do ministro estava no restaurante do Hyatt e quando subiu para seu quarto encontrou-o ferido. A Frente Popular para a Libertação da Palestina (FPLP) assumiu a autoria do atentado em um comunicado enviado para redes de TV árabes. Segundo Ali Jardat, porta-voz da FPLP, o atentado é uma vingança pela morte do líder da organização, Mustafá Zibri, que morreu em um ataque israelense em 27 de agosto. Ele deu essa declaração em entrevista à TV Al-Manar, do Líbano. Israel disse que conduziu o ataque contra Zibri por que ele organizou vários atentados terroristas com carros bombas. Ultra Nacional Zeevi era um dos sete ultra-nacionalistas que deixaram o governo de coalizão do primeiro-ministro Ariel Sharon na segunda-feira. A demissão do ministro deveria ser oficializada nesta quarta-feira. Ele e outros integrantes da União Nacional anunciaram na segunda-feira que estavam abandonando o governo de Sharon por causa da política "branda" de Israel em relação aos palestinos. A saída da União Nacional, porém, não coloca em perigo a coalizão de Sharon, que comanda uma sólida maioria de 76 dos 120 membros do Knesset, o Parlamento israelense. Câncer Apesar de ser ministro do Turismo, Zeevi raramente fazia comentários sobre a indústria turística israelense. O ministro era mais conhecido por suas declarações contra os palestinos, dizendo que os árabes deveriam ser "transferidos" de Israel. Ele levantou grande controvérsia em julho ao se referir aos imigrantes palestinos ilegais como "parasitas" e um câncer para a nação israelense. Dos 6,5 milhões de habitantes de Israel, cerca de 1 milhão são árabes. Acredita-se que pelo menos 180 mil palestinos estejam em condição ilegal. Leia o especial

Agencia Estado,

17 Outubro 2001 | 06h18

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