Ministro israelense proíbe palestinos de abrir poços

Um ministro israelense proibiu a abertura de novos poços de água por palestinos na Cisjordânia, acusando-os de retirar água ilegalmente e reduzir a provisão hídrica na região desértica. O chefe da comissão palestina de Águas denunciou a decisão do ministro de Infra-Estrutura israelense, Effie Eitam, indicando que a medida é parte do que chamou de "guerra" do governo israelense contra os palestinos. "Querem que a gente sofra com a sede", disse o funcionário, Fadal Kawash. O ministro da Agricultura israelense, Shalom Simchon, também criticou Eitam, ao dizer que a proibição de abrir poços causaria atritos desnecessários com os palestinos. Eitam, partidário dos colonos judeus na Cisjordânia e em Gaza, disse que emitiu a proibição porque os palestinos violam os acordos de dividir a água. "Abrem centenas de poços ilegais, reduzindo drasticamente as reservas de água".Já Kawash acusa Israel de não obedecer na íntegra os acordos acertados entre as duas partes em 1995. Pelo acordo, Israel deveria garantir para os palestinos suprimento de água suficiente para cobrir o seu déficit anual. Kawash disse que dos 200 poços cuja abertura foi requerida pelos palestinos, Israel só aprovou 14, deixando mais de 300.000 palestinos, em 240 localidades, sem água corrente.

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