Ministro israelense propõe imediata expulsão de Arafat

O atentado suicida de Haifa é "a ocasião para se concretizar a decisão do gabinete (de segurança de Israel) de remover Yasser Arafat", declarou hoje o ministro israelense da Saúde, Dani Naveh, à televisão pública. Naveh pertence à ala dura do governo do primeiro-ministro Ariel Sharon. Para ele, "está claro que esse indivíduo (Arafat) é o maior obstáculo para se chegar a dias melhores. Falta apenas concretizar esta decisão", acrescentou. As forças palestinas que protegem a Mukata, como é chamada a sede do governo da Autoridade Palestina em Ramallah, foram postas em estado de alerta máximo depois do atentado, temendo represálias contra Arafat, que condenou o atentado, dizendo que ele contradiz os interesses nacionais palestinos. No mês passado o gabinete de Sharon tomou a decisão de "remover" Arafat dos territórios autônomos, sem, no entanto, estabelecer uma data para concretizar a decisão. A reação internacional à decisão israelense foi negativa, sob o argumento de que Arafat é um dirigente legitimamente eleito pelos palestinos. O líder palestino reagiu à ameaça de ser "removido" - o que pode significar ser preso, expulso ou mesmo assassinado. Sharon convocou hoje seus assessores para uma reunião de emergência e a Rádio Israel, citou o chefe do Exército, General Moshe Yalom, dizendo que haverá uma "dura" resposta ao atentado.

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