Ministro israelense rejeita libertação de líder do Fatah

Marwan Barghouti é conhecido como Mandela palestino e cumpre 5 perpétuas

Agencia Estado

21 Junho 2007 | 13h08

O ministro de Segurança Interior de Israel, Avi Dichter, rejeitou a possibilidade de libertar o líder do Fatah Marwan Barghouti como medida para reforçar o presidente palestino, Mahmoud Abbas. Em entrevista nesta quarta-feira, 20, à rádio pública israelense, Dichter disse que Israel não pode libertar Barghouti "como parte de uma experiência que pode ou não dar resultado". Dichter declarou que "Barghouti é certamente uma grande personalidade do Fatah na Cisjordânia, e provavelmente em geral entre a sociedade palestina, mas ganhou fama graças ao sangue de israelenses". Conhecido como "o Mandela palestino", Barghouti, ex-secretário-geral do Fatah na Cisjordânia, foi detido por Israel em Ramallah, em 2002, e condenado por um tribunal civil de Tel Aviv em 2004. Ele cumpre cinco penas perpétuas por supostamente ter ordenado a execução de três atentados nos quais morreram cinco israelenses. O ministro israelense acrescentou que "os líderes da Autoridade Nacional Palestina (ANP) devem entender que existem castigos para os assassinos num Estado que funciona adequadamente". Apesar disso, não fechou completamente as portas. A libertação do líder palestino, afirmou, "é algo que poderia ser estudado, se trouxer conquistas sérias e significativas". A libertação de Barghouti tinha sido objeto de especulações recentes, como parte de uma possível troca de prisioneiros palestinos pelo soldado israelense Gilad Shalit, seqüestrado há um ano por comandos palestinos.

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