EFE/EPA/GEORGI LICOVSKI
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Ministro italiano pressiona nações europeias a repensarem as políticas de asilo

Chanceler disse em conferência que é preciso preservar a zona de livre circulação de Schengen, e que a forma com que a Europa lida com a crise é um momento crucial na história do bloco

O Estado de S. Paulo

04 Setembro 2015 | 08h52

CERNOBBIO, ITÁLIA - A Europa precisa rever suas políticas de asilo se quiser preservar a liberdade de circulação de pessoas enquanto o continente luta para lidar com as centenas de milhares de imigrantes que chegam ao continente, disse o ministro das Relações Exteriores da Itália, Paolo Gentiloni.

O Regulamento de Dublin sobre os pedidos de asilo exige que as pessoas que o procuram na Europa o façam no primeiro país em que pisam, pressionando países como Itália, onde muitos chegam pelo mar, e Hungria, que é uma rota por terra muito comum.

Falando em uma conferência na cidade de Cernobbio, ao norte da Itália, Gentiloni disse que as regras de asilo deveriam mudar para preservar o espaço de Schengen (área de livre circulação de pessoas).

“Se não renegociarmos as políticas de Dublin, acabaremos tendo que renegociar as regras de Schengen e da livre circulação, o que seria uma derrota para as políticas europeias.”

Até agora, mais de 300 mil pessoas chegaram às margens da Grécia e da Itália em 2015, e mais de 140 mil foram registradas na Hungria. Oficiais europeus estão agora pressionando para realocar muitos desses imigrantes.

A maneira como o bloco lidará com a crise será um “momento definitivo” em sua história, disse Antonio Guterres, diretor da Agência das Nações Unidas para Refugiados (Acnur) /REUTERS

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