Ministro japonês que chamou guerra de ´erro´ quer ir a Bagdá

Após ter se metido em uma saia-justa, ao chamar a invasão norte-americana no Iraque de um ´erro´, o ministro da Defesa do Japão afirmou, nesta terça-feira, 20, que gostaria de visitar Bagdá antes de decidir se envia mais tropas japonesas para dar suporte ao Exército dos Estados Unidos no país. O comentário de Kyuma foi encarado de maneira muito negativa no Japão, principalmente porque seu país tem sido aliado da coalizão liderada pelos Estados Unidos em Bagdá desde o início da invasão, há quatro anos. O Japão enviou efetivo para a região e freqüentemente faz vôos de vigilância no espaço aéreo iraquiano para as forças de coalizão.O acordo para manter este tipo de serviço termina no dia 31 de julho e o debate sobre a possibilidade de Tóquio manter o apoio aos Estados Unidos foi aberto com a declaração do ministro da Defesa. Em janeiro, quando Kyuma chamou de ´erro´ a invasão, ele justificou sua opinião afirmando que o erro norte-americano foi embasar a guerra na falsa premissa de que Saddam Hussein possuía armas de destruição em massa.``Para conduzir nossa política de apoio aéreo ás forças de coalizão no Iraque, gostaria de ir até Bagdá e ver com meus próprios olhos", afirmou Kyuma durante uma coletiva de imprensa nesta terça. No entanto, a decisão de enviar mais efetivo para o Iraque está nas mãos do Parlamento japonês.

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