Ministro liga sequestro de jornalista a barricadas da oposição

Ministro liga sequestro de jornalista a barricadas da oposição

Chefe dos correspondentes da TV Globovisión foi sequestrada no domingo quando chegava em sua casa

O Estado de S. Paulo,

08 de abril de 2014 | 16h15

CARACAS - O ministro do Interior da Venezuela, Miguel Rodríguez Torres, associou nesta terça-feira (8) o sequestro da jornalista, chefe dos correspondentes do canal de TV Globovisión, Nairobi Pinto, a "barricadas" da oposição, montadas próximo da casa dela. "Ali se manteve uma barricada muito violenta. Nos chamaram a atenção os crimes, vários roubos e até uma tentativa frustrada de sequestro naquele lugar", declarou o ministro à emissora Unión Radio, de Caracas.

Segundo Torres, as autoridades continuam investigando o sequestro, mas ele não deu detalhes sobre o caso para "não alertar os criminosos".

Torres afirmou que os investigadores avaliavam tentativas de sequestro e roubos ocorridos nos últimos dias nos arredores da casa de Nairobi. Para o ministro, os sequestradores aproveitaram "o ambiente e o lugar" para cometer o crime.

A jornalista foi sequestrada no domingo quando chegava em sua casa por dois encapuzados armados, segundo relatos do seu pai, Luiz Pinto, também jornalista. Ele disse que até hoje nenhum contato foi feito com a família.

Segundo dados oficiais, os crimes violentos custaram a vida de mais de 11 mil venezuelanos em 2013. Em 2012, esse número foi de 16 mil. A ONG Observatório Venezuelano contesta esses números e afirma que, na verdade, ocorreram 25 mil assassinatos no país ao longo de 2013. / EFE

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