Ministro nega falta combustível em aeroporto de Paris

O ministro dos Transportes da França, Dominique Bussereau, afirmou hoje que há bastante combustível para os aviões no aeroporto Charles de Gaulle, apesar das greves que forçaram as autoridades da aviação a pedir que as aeronaves que pousassem no país tivessem combustível suficiente para voltar para casa. Já os motoristas continuavam hoje a ter problemas para abastecerem seus carros.

AE-AP, COM DOW JONES, Agência Estado

17 de outubro de 2010 | 15h27

Greves e bloqueios nas 12 refinarias francesas e em vários depósitos de combustível durante a última semana são parte de um grande protesto contra o projeto do presidente Nicolas Sarkozy de elevar a idade para aposentadoria para 62 anos. As greve atrapalharam os serviços de trem e ônibus, aeroportos, escolas, hospitais, repartições públicas e outras atividades. Mas a decisão do sindicato de atingir as refinarias de petróleo e depósitos de combustível mostrou ser a tática mais preocupante, com potencial de atingir as indústrias aérea e de turismo e, em última instância, a imagem da França em todo o mundo.

Com uma nova rodada de protestos em todo o país marcada para a próxima terça-feira, um dia antes de o Senado votar a reforma previdenciária, o governo trabalha para assegurar o acesso de seus cidadãos aos combustíveis e afirmou que não vai recuar. As manifestação de terça-feira será a sexta em um mês.

A ministra de Finanças, Christine Lagarde, disse ontem que cerca de 230 dos 13 mil postos de gasolina do país estavam sem combustível, mas que a França tem "reservas suficientes para semanas" e pediu à população que não entre em pânico. Mas alguns motoristas não estão seguindo seu conselho. "Nós ficamos sem combustível ontem. Não sobrou nada", disse Alpha Sysavane, que trabalha num posto da BP. "Tudo o que temos são alguns litros de diesel". Uma motorista de uma vila perto de Fontainbleu disse ter dirigido 50 quilômetros até Paris para comprar combustível. "É melhor comprar, porque na minha vila os postos estão fechados. É chocante", disse Emilia Scoubel, de 30 anos.

Em Marselha, a greve dos trabalhadores dos terminais de petróleo, em Fos Lavera, chegou ao 21º dia, o que impede que dezenas de navio petroleiros descarreguem suas cargas. Autoridades portuárias informaram, em comunicado, que 61 navios e quatro barcaças estão parados. Dentre eles há duas embarcações com produtos químicos, 14 com petróleo bruto e 13 com derivados de petróleo. Outros 15 petroleiros, cinco embarcações produtoras de petróleo, uma embarcação que carrega gás natural liquefeito e dois navios com produtos químicos estão parados no porto mediterrâneo de Marselha, enquanto quatro barcaças esperam para subir o rio Ródano.

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