Ministro palestino diz que Hamas não aceitará dois Estados

O ministro de Assuntos Exteriores palestino, Mahmoud Zahar, disse neste sábado que o Hamas (Movimento de Resistência Islâmica) não aceitará uma solução de dois Estados no conflito entre israelenses e palestinos.Em comunicado enviado aos meios de comunicação em Gaza, Zahar afirma que a "histórica palestina, do rio Jordão ao Mediterrâneo, é uma terra legada ao Islã", em linha com o ideário de fundação do Hamas que neste mês completa 19 anos de fundação.O governo do Hamas enfrenta duras sanções econômicas e o isolamento político do Ocidente desde sua chegada ao poder, em março. Exige-se que o Executivo palestino reconheça Israel, renuncie à violência e assuma os acordos assinados anteriormente entre israelenses e palestinos. "A relação entre nós e Israel é a ocupação", disse Zahar. "Aqueles que resistem à ocupação israelense obterão a vitória no final."As declarações do ministro palestino e alto dirigente do Hamas ocorrem depois de Ahmed Youssef, assessor do primeiro-ministro, Ismail Haniyeh, revelar esta semana que o Reino Unido deve apresentar uma nova iniciativa de paz para pôr fim ao conflito entre israelenses e palestinos.Youssef acrescentou, em entrevista publicada pelo jornal palestino Al Quds, que a iniciativa será impulsionada pelo primeiro-ministro do Reino Unido, Tony Blair, que visitará Israel e os territórios palestinos nos próximos dias.O presidente da Autoridade Nacional Palestina (ANP), Mahmoud Abbas, pronuncia discurso neste sábado em Ramala, que será televisionado aos palestinos. Segundo o jornal Al-Hayat, editado em Londres, Abbas dará ao grupo islâmico Hamas um prazo de três meses para formar um governo de união. Caso contrário, poderia afastar o atual Executivo.As fontes citadas pelo jornal assinalam que Abbas não chamará à convocação de um referendo sobre a antecipação de eleições presidenciais e parlamentares, como advertiram outras fontes próximas ao presidente. No entanto, Abbas instruirá o Comitê Central Eleitoral palestino para que atualize as listas de registro eleitoral dos palestinos na Cisjordânia e Gaza.

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