Ministro paquistanês renuncia depois de acusar exército

O ministro de produção para defesa do Paquistão renunciou ao cargo neste domingo, depois de ter sido convocado pelo primeiro-ministro do país, Yousaf Raza Gillani, para dar explicações sobre críticas e acusações contra o exército, informaram autoridades locais. No sábado, Andul Qayyum Khan Jatoi acusou o exército paquistanês de envolvimento no assassinato de diversas eminências políticas do país, entre elas a ex-primeira-ministra Benazir Bhutto e o líder étnico Baluque Nawab Akbar Bugti.

AE, Agência Estado

26 de setembro de 2010 | 20h45

"Nós fornecemos ao exército os uniformes e as botas não apenas para que matassem seus próprios compatriotas, mas também Nawab Sahib (Bugti) e Benazir Bhutto", declarou Jatoi durante entrevista coletiva televisionada concedida na noite de ontem em Quetta, capital da província paquistanesa de Baluquistão. Depois dos comentários, Gillani convocou o ministro a que desse explicações e hoje Jatoi apresentou sua renúncia. Qamar Zaman Kaira, ministro da Informação do país, disse a uma emissora local que as denúncias de Jatoi vão "contra as políticas" do governo.

O exército é considerado a instituição mais poderosa e influente do Paquistão. Os militares paquistaneses já promoveram três golpes de Estado contra regimes civis ao longo das últimas décadas e governaram o país durante a maior parte dos 63 anos desde sua independência, em 1947. As informações são da Associated Press.

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