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Ministro pouco conhecido é nomeado premiê do Egito

Desapontados, investidores esperavam especialista econômico de alta visibilidade

Reuters

24 de julho de 2012 | 09h37

CAIRO - O presidente egípcio, Mohamed Morsi, pediu ao ministro de Recursos Hídricos,

Hesham Kandil, que é pouco conhecido fora do Egito, para formar um novo governo, desapontando investidores que esperavam um especialista econômico de alta visibilidade.

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Kandil era um burocrata com anos de experiência no Ministério até ser apontado como ministro em julho do ano passado, após a queda do presidente Hosni Mubarak. Ele obteve seu doutorado em irrigação pela Universidade da Carolina do Norte, nos Estados Unidos, em 1993, de acordo com a página do Ministério dos Recursos Hídricos no Facebook.

Um porta-voz de Morsi, político da Irmandade Muçulmana que foi empossado como o primeiro presidente eleito livremente no Egito, no dia 30 de junho, descreveu Kandil como um "patriota independente" que não havia pertencido a um partido nem antes e nem depois da revolta popular contra Mubarak, de acordo com a agência de notícias estatal.

No entanto, a barba de Kandil gerou especulações de que ele simpatizava com islamistas. Ele negou ser afiliado a qualquer grupo islamista, mas disse à Al Jazeera em uma entrevista no ano passado que havia deixado a barba crescer por senso de dever religioso.

Kandil não apareceu na longa lista de potenciais candidatos a primeiro-ministro que a mídia egípcia circulava desde que Morsi assumiu o gabinete há três semanas.

"Esta é uma grande surpresa, uma vez que a maioria dos nomes colocados eram do setor financeiro. O mercado está definitivamente reagindo negativamente", disse Mohamed Radwan, da Pharos Securities.

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