Ministro representava minorias

O ministro da Defesa da Síria, Dawoud Rajha, era o mais importante representante cristão no regime. Sua presença ajudava Bashar Assad a seguir com a sua narrativa de que a comunidade cristã estaria mais protegida sob seu governo.

O Estado de S.Paulo

19 de julho de 2012 | 03h02

Sua trajetória política sempre esteve atrelada às Forças Armadas e não ao Partido Baath. Começou na academia militar e subiu todos os degraus até ser nomeado ministro da Defesa no ano passado, já durante os levantes contra Assad.

Desde o início, era visto como uma figura leal ao regime. Assad confiava cegamente em Rajha, especialmente por ele ser de uma minoria religiosa. Alguns subalternos, porém, o viam como uma pessoa rude. Mesmo ficando em segundo plano diante de Maher Assad, irmão de Bashar, e de Assef Shawkat, cunhado do líder sírio, Rajha esteve envolvido na repressão a opositores. Quando jovem, participou da Guerra do Yom Kippur, em 1973, e da ocupação síria do Líbano, encerrada em 2005. Sem ele, cristãos deixam de ter presença no regime. / GUSTAVO CHACRA

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