Ministro russo defende participação da OSCE em diálogo

O ministro das Relações Exteriores da Rússia, Sergey Lavrov, sugeriu que o começo de um diálogo entre o governo ucraniano e seus "oponentes" deve ser acompanhado pela Organização para Segurança e Cooperação na Europa (OSCE).

AE, Agência Estado

01 Maio 2014 | 12h33

O chanceler russo fez o comentário durante um pronunciamento feita ontem depois de um encontro com o presidente do Peru, Ollanta Humala, e o ministro das Relações Exteriores peruano, Eda Rivas.

A OSCE, organização que tem 57 países participantes, foi incumbida no começo desse mês com a tarefa de ajudar a aliviar as tensões no leste da Ucrânia, onde separatistas pró-Rússia tomaram postos do governo ucraniano em, pelo menos, dez cidades e vilas locais.

No entanto, a missão da OSCE na Ucrânia não tem estrutura para reforçar o frágil governo local e sete observadores da organização, incluindo três funcionários alemães, foram capturados por separatistas.

"Nós esperamos que nossos parceiros, nossos colegas do leste, deixarão os ucranianos estabelecerem esse diálogo sem maiores problemas", disse Lavrov.

"As autoridades em Kiev tem que levar em conta a responsabilidade que eles têm, da necessidade do estabelecimento de um diálogo com as nossas regiões do país, especialmente as do sudeste", completou Lavrov. No sudeste ucraniano, há uma grande quantidade de pessoas que têm o russo como língua principal.

Em rápida viagem pela América Latina, que teve paradas em Cuba, Nicarágua e Chile, ele chamou de "totalmente sem sentido" as sanções dos Estados Unidos e da União Europeia, que foram feitas contra autoridades aliadas ao presidente russo, Vladimir Putin, e disse que a Rússia não tomará "medidas estúpidas" em resposta à medida.

"Nós queremos dar aos nossos parceiros a possibilidade de se acalmar".

As sanções foram feitas depois da anexação da região da Crimeia pela Rússia, considerada ilegal por norte-americanos e europeus. Fonte: Associated Press. Fonte: Associated Press.

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