EFE/ Ministerio Ruso De Defensa
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Ministro russo diz que novo míssil supersônico não pode ser abatido

Yuri Borisov, responsável do setor da indústria de defesa, afirma que sistema Avangard chega a 32 mil km/h além de mudar de direção e manobrar nos planos vertical e horizontal; Putin promete usar arma já em 2019

Redação, O Estado de S.Paulo

27 Dezembro 2018 | 15h17

MOSCOU - O vice-primeiro-ministro da Rússia, Yuri Borisov, afirmou nesta quinta-feira que o míssil do sistema Avangard, a nova arma estratégica hipersônica russa, ultrapassou os 32.202 km/h nos últimos testes o que, na prática, o torna praticamente impossível de ser abatido.

"Nos últimos testes, (o míssil) desenvolveu velocidades próximas de Mach 30. Alcançou Mach 27. A esta velocidade, praticamente não há nenhum foguete antimíssil que possa abatê-lo", disse Borisov, responsável do setor da indústria de defesa, em entrevista à rede de televisão russa Rossiya-24.

Borisov explicou que é muito difícil prever onde o míssil hipersônico do sistema Avangard estará em um determinado momento, pois ele pode mudar de direção e manobrar nos planos vertical e horizontal.

"(O foguete) anula praticamente a defesa antimísseis. É muito difícil de ser detectado e, mais ainda, de ser abatido", ressaltou o vice-primeiro-ministro.

O presidente da Rússia, Vladimir Putin, supervisionou pessoalmente os últimos testes do sistema Avangard e anunciou que ele entrará em serviço nas forças estratégicas do país já em 2019.

Segundo os seus desenvolvedores, o Avangard, composto por um foguete balístico intercontinental equipado com uma ou várias ogivas hipersônicas capazes de manobrar antes de alcançarem seus alvos, pode "enganar" qualquer sistema antimíssil existente no mundo atualmente.

"A Rússia tem um novo tipo de arma estratégica. O novo sistema Avangard é invulnerável para os sistemas de defesa antiaérea e antimísseis, atuais e futuros, de um possível inimigo. Isto é um grande sucesso e uma grande vitória", afirmou Putin ao anunciar o teste bem-sucedido. / EFE

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