Ministro sírio diz que país está pronto para cessar-fogo

O ministro de Relações Exteriores da Síria, Walid al-Moallem, disse nesta sexta-feira que seu país está preparado para implementar um cessar-fogo na cidade de Alepo e para a troca de prisioneiros com as forças opositoras do país, como medidas de construção de confiança antes da conferência de paz que acontece na semana que vem, na Suíça.

Agência Estado

17 de janeiro de 2014 | 09h37

Al-Moallem falou aos jornalistas a respeito do plano de cessar-fogo após uma reunião em Moscou com seu homólogo russo, Sergey Lavrov. O ministro sírio não divulgou detalhes do plano, que vai conter "medidas para reforçar a segurança" em Alepo, cidade localizada a 310 quilômetros da capital da Síria.

"Como resultado de nossa confiança na posição russa e em seu papel para interromper o derramamento de sangue sírio, hoje eu apresentei ao ministro Lavrov o plano para arranjos de segurança que têm a ver com a cidade de Alepo", disse al-Moallem. "Eu pedi a ele que faça os preparativos necessários para garantir sua implementação e especificar o horário do início para o fim das operações militares."

Al-Moallem disse que se os esforços de Lavrov derem certo, o projeto de cessar-fogo pode ser usado como um modelo para outras partes da Síria, onde o conflito entre o governo do presidente Bashar Assad e forças da oposição já deixaram mais de 100 mil mortos.

A reunião entre representantes russos e sírios foi parte de uma ação diplomática em antecipação à conferência de paz, chamada Genebra 2, que começa na quarta-feira em Montreux. Na quinta-feira, Lavrov reuniu-se com o ministro de Relações Exteriores do Irã, o aliado regional mais leal da Síria. Lavrov pediu ao Ocidente que convide o Irã para participar do encontro da semana que vem.

Mas as perspectivas para a reunião, a primeira entre governo e rebeldes sírios desde o início do conflito, não são muito boas, já que nenhum dos lados demonstra inclinação para assumir compromissos.

As declarações de Al-Moallem foram feitas no mesmo dia em que o principal grupo opositor apoiado pelo Ocidente, a Coalizão Nacional Síria, se reunirá em Istambul para decidir se vai ou não participar das negociações de paz.

A coalizão continua inflexível em estabelecer a saída de Assad do governo como condição para um acordo. As declarações de Al-Moallem em Moscou parecem ter sido uma tentativa de persuadir o grupo a participar das negociações. Fonte: Associated Press e Dow Jones Newswires.

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