Ministro sírio visita Iraque pela 1º vez desde Saddam

O ministro de Assuntos Exteriores sírio, Walid al-Moualem, realiza neste domingo uma visita oficial ao Iraque, a primeira de um ministro sírio a este país desde a derrubada do regime do presidente iraquiano Saddam Hussein, em 2003. Moualem tratará com os responsáveis iraquianos de assuntos relativos à cooperação em matéria de segurança, e espera-se que anuncie o reatamento das relações diplomáticas depois de mais de 20 anos de ruptura, disseram fontes oficiais iraquianas. O governo do Iraque considera de "especial importância" a visita de Moualem para a melhora das relações, após as acusações iraquianas e dos Estados Unidos contra a Síria de não fazer o suficiente para impedir a infiltração de terroristas estrangeiros no Iraque, acrescentaram as fontes. A visita do titular de Exteriores sírio coincide com chamados nos EUA a favor de um papel sírio e iraniano no restabelecimento da segurança no Iraque e o apoio ao plano de reconciliação nacional do primeiro-ministro iraquiano, o xiita Nouri al-Maliki. A Síria, que se opõe abertamente à presença de forças estrangeiras no Iraque, rejeitou em várias ocasiões as acusações de permitir a infiltração de terroristas no país vizinho através da fronteira comum. Durante sua presença em Bagdá, o chefe da diplomacia síria será recebido por Maliki e se reunirá com o presidente iraquiano, o curdo Jalal Talabani, e com o ministro de Assuntos Exteriores, o curdo Hoshyar Zebari. Damasco rompeu relações diplomáticas com Bagdá em 1982, após acusar o Iraque de incitar as revoltas protagonizadas naquele ano pelos Irmãos Muçulmanos na Síria. Além disso, a Síria foi o único país árabe que apoiou Teerã na guerra entre Irã e Iraque (1980-1988). Ambos os países restabeleceram suas relações comerciais nos últimos anos do regime de Saddam Hussein, mas desde sua derrocada, em abril de 2003, nenhum ministro sírio tinha visitado Bagdá.

Agencia Estado,

19 Novembro 2006 | 13h39

Encontrou algum erro? Entre em contato

publicidade

publicidade

publicidade

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.