Ministro sul-coreano é o favorito para suceder Annan na ONU

O ministro de Relações Exteriores da Coréia do Sul, Ban Ki-moon, foi o preferido em uma pesquisa realizada nesta segunda-feira para medir a popularidade dos candidatos à sucessão de Kofi Annan como secretário-geral da ONU.Os 15 membros do Conselho de Segurança da ONU realizaram uma votação simbólica na primeira pesquisa sobre as preferências em relação aos quatro candidatos oficiais que se apresentaram até agora.O presidente rotativo do Conselho, o embaixador francês Jean Marc de la Sablière, afirmou que a votação é "indicativa" e que representa apenas o "princípio do processo" para escolher quem substituirá Annan após o final do seu mandato no final deste ano. Ainda não há data para a votação definitiva.Membros do Conselho se comprometeram a não revelar os resultados, porém fontes diplomáticas afirmaram à Efe que Ki-moon foi o candidato que obteve mais votos, seguido do subsecretário da ONU para Comunicações e Informação Pública, o indiano Shashi Tharoor.No terceiro e quarto lugar, segundo as mesmas fontes, ficaram respectivamente o primeiro-ministro adjunto da Tailândia, Surakiart Sathirathai, e o especialista em desarmamento e assessor do Governo do Sri Lanka, Jayantha Dhanapala.A votação foi feita após várias reuniões mantidas pelos membros do Conselho no último mês, segundo De la Sablière, que acrescentou que ainda não foi fixada uma data para a próxima reunião para continuar com o processo de eleição.O diplomata francês afirmou que a sondagem preliminar foi realizada em uma "atmosfera de seriedade" e permitirá que os países apresentem candidatos para "tomarem suas próprias decisões" e determinarem se continuarão na disputa.O embaixador dos EUA na ONU, John Bolton, evitou se pronunciar sobre as preferências de seu país e disse esperar que a decisão seja tomada no máximo até o final de setembro ou início de outubro.Bolton declarou que o processo está em uma fase preliminar, e que ainda existe a possibilidade de que outros candidatos se apresentem.Rotação Pela tradicional rotação geográfica, o sucessor de Annan deveria proceder da Ásia, mas os EUA anteciparam há algum tempo que preferem uma pessoa qualificada, independente da procedência."Dissemos em várias oportunidades que queremos a pessoa mais qualificada para o trabalho", declarou Bolton. "Há 60 anos, o secretário-geral foi sempre do mesmo gênero, o que deveria ser levado em consideração", acrescentou.China e Rússia defendem que a tradição de rotação geográfica seja mantida e querem que o novo secretário-geral da ONU seja de origem asiática.Segundo a Carta da ONU, o secretário-geral deve ser nomeado pelos 15 países do Conselho - cinco permanentes com direito a veto e dez rotatórios - e ratificado pelos 192 países da Assembléia Geral.Na prática isto significa que os cinco membros permanentes - EUA, Reino Unido, França, China e Rússia -, que têm poder de veto, são na prática quem escolhe quem ocupará o mais alto cargo da diplomacia mundial.

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