Sakchai Lalit/AP
Sakchai Lalit/AP

Ministro tailandês rejeita proposta de líder de protestos para negociar

Há quatro meses, manifestantes exigem a renúncia da primeira-ministra Yingluck Shinawatra

O Estado de S. Paulo,

28 de fevereiro de 2014 | 11h53

BANGCOC - Um importante ministro tailandês rejeitou nesta sexta-feira, 28, uma proposta de negociação feita pelo líder dos protestos antigoverno, enquanto manifestantes continuam junto a ministérios para pressionar a primeira-ministra Yingluck Shinawatra a renunciar.

O líder dos manifestantes, Suthep Thaugsuban, havia proposto na quinta-feiura um debate televisivo entre ele e Yingluck e, em troca, se disse disposto a negociar para encerrar a crise política.

"Yingluck é a líder legítima do país e Suthep é um homem que é alvo de mandados de prisão e comanda um movimento ilegal. A primeira-ministra não deveria conversar com Suthep", disse o ministro do Trabalho, Chalerm Yoobamrung, que supervisiona um estado de emergência imposto em janeiro. "Suthep está apenas propondo negociações, embora as tenha rejeitado antes, porque as cifras do protesto estão diminuindo."

Na quinta-feira, a primeira-ministra afirmou que o seu governo estava aberto a quase todas as abordagens, mas evitou responder se estava disposta a realizar conversas televisionadas ao vivo. "A coisa mais importante que todo mundo quer é o fim dos protestos e o avanço das eleições, caso contrário não poderemos responder às questões da comunidade internacional sobre como poderemos proteger a democracia."

A pressão sobre a premiê aumentou na quinta-feira, com a Comissão Anticorrupção da Tailândia a convocando para ouvir as acusações de negligência por supostamente gerenciar de forma inadequada o programa de subsídio do governo à produção de arroz. Os partidários de Yingluck bloquearam com correntes o acesso a um dos portões da sede da agência, por isso representantes legais da líder encontraram membros da comissão em outro lugar para realizar os procedimentos formais.

Yingluck poderá enfrentar processo de impeachment pelo Senado ou acusações criminais se a Comissão Nacional Anticorrupção decidir que ela é culpada. A decisão da agência deve ser divulgada entre um a dois meses.

O secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, expressou preocupação crescente, reiterou sua condenação à escalada de violência e pediu que as partes "se empenhem o mais rápido possível em um diálogo significativo e inclusivo para acabar com a crise e promover uma verdadeira reforma", disse o porta-voz da ONU Martin Nesirky.

Há quatro meses os manifestantes interrompem o tráfego em partes de Bangcoc para exigir a renúncia de Yingluck e o fim da influência política do irmão dela, o ex-premiê populista Thaksin Shinawatra./ REUTERS e AP

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