Ministro venezuelano defende ?Estado docente? e relativiza papel da família

O ministro venezuelano da Educação, Héctor Navarro, defendeu ontem o controvertido conceito de "Estado docente" contido na Lei Orgânica de Educação, que deve ser discutida hoje na Assembleia Nacional. Navarro também qualificou de "mentiras" as críticas da oposição e negou que o governo pretenda educar as crianças em um molde socialista."Esse conceito de Estado liberal, que deixa a educação ao seu próprio capricho, é um conceito que nós não aceitamos", disse Navarro. Segundo ele, os pontos da nova lei que estão sendo interpretados como socialistas apenas enfatizam "a educação que dará ao aluno a probidade, permitindo que ele saiba que as ações de cada ser humano afetam outro ser humano".Navarro disse que o projeto deixa claro "onde o Estado pode ou não intervir". Ele também afirmou que "as famílias são agentes fundamentais, mas não podem estar sozinhas no processo educativo", o que justificaria a atuação dos conselhos comunitários - criados no governo Chávez - na gestão escolar.Para Fernando Morgado, presidente do Conselho Nacional de Comércio e Serviço da Venezuela, que representa as duas maiores associações de escolas privadas do país, "a nova lei não fala em comunismo, mas o conceito está presente no texto"."O projeto do governo sataniza o mercado", afirmou Morgado. "Desse jeito, terminaremos educando nossos filhos em nossas próprias casas, como fazíamos antigamente." COM EFE E AFP

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.