Ministros da Tailândia aprova realização de referendo

Gabinete tenta solucionar crise política com plebiscito que decidirá a permanência do primeiro-ministro

Associated Press e Efe,

04 de setembro de 2008 | 10h42

O gabinete de ministros da Tailândia fechou acordo para a realização de um referendo, esperando com isso ajudar a resolver a crise em que o país mergulhou, e apoiou a decisão do premiê Samak Sundaravej de não deixar o cargo. Sundaravej luta para vencer a queda-de-braço contra uma mobilização popular determinada a destituí-lo. A data e os termos do referendo ainda não foram decididos.   A consulta vai decidir se a população quer manter a coalizão que ocupa o poder há sete meses, disse o ministro da Cultura, Somsak Kiatsuranond, após uma reunião especial do gabinete. "O primeiro ministro Samak vê [o referendo] como a melhor solução", disse o ministro. Segundo o deputado da situação Suthin Klangsaeng, no plebiscito os tailandeses responderão se o governo deve continuar, renunciar ou ser dissolvido pelo Legislativo para convocar eleições antecipadas.   Centenas de manifestantes reunidos num grupo chamado Aliança Popular pela Democracia ocuparam a sede do governo pelo décimo dia, desprezando o estado de emergência, que proíbe reuniões políticas com cinco ou mais pessoas na capital. Os líderes da Aliança disseram que o referendo não altera nada. "Nossa posição continua a mesma", disse Pibhop Dhongchai, um dos líderes do grupo. "O primeiro-ministro terá de sair e o Partido do Poder Popular não pode estar na coalizão de governo", acrescentou.   O ministro de Relações Exteriores da Tailândia, Tej Bunnag, apresentou sua renúncia em meio à crise política. Fontes oficiais disseram que Bunnag, diplomata veterano e procedente de uma das famílias tailandesas mais ligadas à Coroa, deixa o cargo, que assumiu em 27 de julho, por motivos pessoais. O chacneler apresentou sua renúncia um dia após convocar os embaixadores credenciados na Tailândia para explicar a eles a declaração do estado de exceção em Bangcoc e os esforços para tentar resolver a crise.   O estado de exceção, que não inclui toque de recolher, permite ao Exército o emprego da força, dá poder aos militares de censurarem os meios de comunicação que "causem pânico" ou ponham em risco a segurança do Estado e proíbe as reuniões públicas de mais de cinco pessoas. Sundaravej disse estar confiante de que o Exército encontrará um meio para dispersar os manifestantes.   Horas após a entrada em vigor do estado de exceção, o chefe do Exército, general Anupong Paojinda, disse que a crise política será resolvida "por meios legais e democráticos" e prometeu moderação caso as tropas tenham que dispersar os manifestantes.

Tudo o que sabemos sobre:
Tailândia

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.