Ministros da UE aprovam plano de impor sanções ao Irã

Os ministros de Relações Exteriores da União Européia aprovaram nesta segunda-feira os planos de implementação de sanções das Nações Unidas contra o Irã, como forma de punição pela recusa de Teerã em suspender o enriquecimento de urânioO plano segue o acordo firmado pelo Conselho de Segurança das Nações Unidas em dezembro, que impôs sanções a projetos ligados ao programa nuclear do Irã. A UE teme que Teerã possa construir armas nucleares.O movimento chega um dia depois de funcionários da UE se encontrarem com o chefe de segurança nacional do Irã, Ali Larijani.O chefe de política externa da União Européia, Javier Solana, disse na segunda-feira que deseja continuar os contatos com o Irã sobre o seu polêmico programa nuclear depois de um novo encontro com o negociador-chefe do Irã, descrito por ele como construtivo. "Nós queremos manter o diálogo e o Irã, mas eles sabem de nossa posição", disse ele a repórteres quando chegava para um encontro de ministros de Relações Exteriores da União Européia em Bruxelas.O Conselho de Segurança da ONU impôs sanções limitadas para punir o Irã pela recusa de suspender o programa de enriquecimento de urânio, o que possibilitaria ao país produzir material nuclear e construir bombas.A decisão desta segunda-feira significa que todos os governos participantes da ONU irão implementar regulações ao Irã, incluindo a proibição de envio de materiais e tecnologia e o congelamento de ações de dez empresas no país.Antigo empecilhoA União Européia resolveu um empecilho técnico envolvendo a Espanha e a Grã-Bretanha que ameaçava atrapalhar a implementação pelo bloco das sanções da ONU ao Irã, disse na segunda-feira a Alemanha, presidente da UE. "Os dois Estados participantes apresentaram uma solução e esta manhã ela foi recebida sem qualquer discussão", disse a repórteres o ministro das Relações Exteriores da Alemanha, Frank-Walter Steinmeier, antes de uma reunião de chanceleres da UE em Bruxelas. O empecilho tratava-se da recusa da Espanha em aceitar um texto da UE listando Gibraltar entre as "autoridades competentes" para aplicar as sanções, refletindo a disputa que existe há séculos entre Grã-Bretanha e Espanha em relação a Gibraltar.

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