AFP PHOTO / Raul ARBOLEDA
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Ministros do Equador deverão prestar esclarecimentos sobre operação militar

Chefes de três pastas ligadas à segurança pública deverão detalhar medidas e ações realizadas desde o fim de janeiro na fronteira da Colômbia

O Estado de S.Paulo

18 Abril 2018 | 03h37

QUITO – Ministros da área de segurança pública do Equador deverão prestar esclarecimentos à Assembleia Nacional do país sobre a operação militar na fronteira da Colômbia. Os chefes de três pastas deverão se apresentar ao parlamento após o fim do prazo de dez dias para a captura de Walter Patricio Arizala Vernazala, o “Guacho”, considerado o principal suspeito do sequestro e morte de três jornalistas na semana passada.

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A convocação foi decidida durante sessão legislativa dessa segunda-feira, 17, que discutiu o sequestro da equipe do “El Comercio”, a morte de quatro soldados e, recentemente, o sequestro de um casal nas fronteiras do Equador com a Colômbia.

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Segundo a resolução parlamentar, o ministro do Interior, César Navas, de Defesa, Patricio Zambrano, e a chanceler María Fernanda Espinosa deverão se apresentar à Assembleia e detalhar as medidas e ações realizadas desde o fim de janeiro, quando foram registrados os primeiros “ataques terroristas na fronteira norte”. Na semana passada, o presidente Lenín Moreno deflagrou operação militar na região fronteiriça após a confirmação da morte dos jornalistas.

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Outra medida discutida pelos parlamentares é a criação de uma “Comissão Temporária Especializada em Segurança da Fronteira”. A proposta será debatida na próxima sessão legislativa.

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O parlamento equatoriano exigiu ao governo federal que fortaleça as medidas de prevenção e proteção interna. O legislativo cobrou prioridade para a “vigilância de locais com grande concentração de pessoas, como centros comerciais, edifícios públicos, parques e espaços destinados a eventos esportivos e espetáculos públicos”. //EFE

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