AFP PHOTO / MARK RALSTON
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Ministros da UE se reúnem para decidir sobre banco de dados de passageiros de avião

Segundo o Registro de Nome de Passageiro, a polícia que busca por suspeitos de terrorismo teria acesso a nomes, detalhes pessoais e informações do cartão de crédito dos viajantes

O Estado de S. Paulo

04 de dezembro de 2015 | 11h02

BRUXELAS  Os ministros do Interior da União Europeia se reuniram nesta sexta-feira com o objetivo de chegar a um acordo sobre o banco de dados de passageiros aéreos, medida considerada essencial para encontrar terroristas que retornam à Europa para realizar ataques similares aos que ocorreram em Paris em 13 de novembro.

A discussão sobre o banco de dados era o tema principal do encontro, após a Grécia ter concordado com uma série de novas medidas para aceitar ajuda do bloco na administração das fronteiras, por onde entram a maioria dos imigrantes.

Segundo o acordo de Registro de Nome de Passageiro, a polícia que busca por suspeitos de terrorismo teria acesso a nomes, detalhes pessoais e informações do cartão de crédito de viajantes de voos internos e dos que entram e saem da Europa.

"A Europa deve se unir para melhorar a segurança e o acordo é importante por isso. Nós precisamos fechar isso logo'', disse Theresa May, Secretária do Interior da Grã-Bretanha, que já possui seu próprio sistema de identificação.

"É muito importante fecharmos este acordo; é uma ferramenta indispensável na luta contra o terrorismo", disse o ministro do Interior da França, Bernard Cazeneuve.

Os ministros também devem discutir como controlar melhor a fronteira externa do bloco, principalmente a fronteira marítima entre a Grécia e a Turquia, principal rota de trânsito para mais de 800 mil imigrantes que chegaram à Europa em 2015.

Apesar de a Grécia ter aceitado a ajuda da União Europeia para controlar as fronteiras, o ministro do Interior da Alemanha, Thomas de Maizière, fez críticas.

Ele afirmou que o registro de imigrantes que chegam à Grécia ainda é "muito insatisfatório" e alertou que o Acordo de Schengen só pode ser defendido se as fronteiras externas da Grécia estiverem seguras. /DOW JONES NEWSWIRES

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