Ministros europeus anunciam viagem ao Oriente Médio

Dois importantes ministros europeus anunciaram nesta quinta-feira que irão iniciar nos próximos dias um giro diplomático pelo Oriente Médio para discutir soluções para o conflito entre Israel e a guerrilha xiita libanesa Hezbollah.O chefe da política externa da União Européia, Javier Solana, viajará para o Oriente Médio para encontrar-se com os líderes da região, afirmaram oficiais da UE nesta quinta-feira. A decisão foi tomada depois de Israel ter decidido suspender a ofensiva militar no sul do Líbano e dar chances a um acordo diplomático.Solana sai da Espanha nesta sexta-feira e seu primeiro destino é Beirute, onde ele fica até sábado e encontra-se com três ministros do Líbano. Participam da reunião Fuad Saniora, primeiro-ministro libanês, Nayla Mouawad, Ministro dos Assuntos Sociais e o porta-voz do Parlamento Nabih Berri. Em Israel, Solana vai conversar com o primeiro-ministro Ehud Olmert, com o ministro das Relações Exteriores, Tzipi Livni e com Amir Peretz, ministro da Defesa. A viagem termina nos territórios palestinos, onde ele vai se encontrar com o presidente Mahmoud Abbas e Saeb Erekat, negociador palestino.A União Européia pediu que Israel e os militantes do Hezbollah terminem com as hostilidades, e firmou que os 25 países da EU se esforçariam para uma ação internacional no sul do Líbano.Solana afirmou que, uma vez que a estrutura de uma força da UE seja aprovada, ele vai pedir contribuição dos membros do grupo. França, Itália e Espanha afirmaram estar dispostos a contribuir, e instalar uma resolução com regras claras.A França está atendendo ao pedido do governo libanês para que as tropas israelenses comecem uma retirada do sul do país e que o Líbano instale 15 mil soldados na região. Os EUA apóiam a insistência israelense em permanecer no sul do Líbano enquanto uma força internacional não estiver na região, o que pode demorar semanas ou meses.Ministro italiano viaja a BeiruteO ministro italiano de Assuntos Exteriores, Massimo D´Alema, viaja a Beirute na próxima segunda-feira, quando vai se encontrar com representantes do governo libanês para saber da real situação do país e avaliar as possibilidades de uma saída diplomática, segundo anunciou o primeiro ministro italiano, Romano Prodi.O chefe da diplomacia italiana viajou no último dia 30 de julho a Jerusalém, onde encontrou-se com a ministra de Assuntos Exteriores israelense, Tzipi Livni, com quem conversou sobre a situação no Oriente Médio e a crise no Líbano.Romano Prodi, que está de férias na cidade de Bolonha, desejou que a ajuda humanitária chegue ao Líbano, como pede a imprensa local. O primeiro ministro afirmou ter conversado na manhã desta quinta-feira com seu amigo libanês Fuad Siniora e com o presidente egípcio Hosni Mubarak.Prodi considerou em um momento delicado como o atual, "é importante que a Itália tenha uma atenção, uma presença e uma disposição" voltada à região.Celso Amorim vai a Beirute dia 15 de agostoO ministro de Relações Exteriores Celso Amorim fará uma visita a Beirute no próximo dia 15, próxima terça-feira, para apresentar a solidariedade do Governo brasileiro as autoridades libanesas afetadas pela guerra. Amorim estará com o presidente libanês, com o primeiro ministro e ainda visitará a embaixada e o consulado na capital daquele país. O governo brasileiro emitirá um comunicado ainda hoje para detalhar a viagem de Amorim, mas já esta certo que o ministro fará uma doação de medicamentos ao governo libanês.EUA e França divergem sobre resoluçãoAs divergências entre Estados Unidos e a França sobre a retirada das tropas israelenses do sul do Líbano colocam em risco a adoção de um projeto de resolução no Conselho de Segurança da ONU para pôr fim ao conflito.Franceses e americanos divergiam após uma reunião entre cinco membros permanentes do conselho de Segurança - EUA, Reino Unido, França, Rússia e China -, principalmente depois do governo israelense ter aprovado uma expansão da ofensiva no Líbano.A causa da divergência entre EUA e França é o fato de os franceses apoiarem as medidas impostas pelo Líbano. As propostas têm o apoio dos países árabes e de membros do Conselho de Segurança, Rússia e China, que têm poder de veto.

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