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Rebeldes xiitas disparam foguetes no aeroporto de Áden e matam três soldados

Ofensiva começou na terça-feira e deve continuar por mais de um mês. Trégua negociada com ONU poderá expirar hoje, com o fim do Ramadã

O Estado de S. Paulo

16 de julho de 2015 | 09h20

SANAA - Rebeldes xiitas dispararam foguetes no aeroporto da cidade portuária de Áden, no Iêmen, nesta quinta-feira, 16, matando ao menos três soldados, segundo autoridades do governo.

Os soldados e combatentes sauditas, apoiados pelos ataques aéreos da coalizão liderada pela Arábia Saudita, haviam expulsado os rebeldes do aeroporto na terça-feira, quando começou a ofensiva, que deve seguir por mais de um mês.

Os combates na cidade de Áden se intensificaram nesta quinta-feira, depois que as tropas do Iêmen e aliados expulsaram os rebeldes de diversos bairros, cerca de 80% da cidade que eles controlavam. A luta continuou, apesar de uma trégua negociada com a Organização das Nações Unidas (ONU), que deverá expirar hoje, quando acaba o mês sagrado do Ramadã.

As tropas iemenitas e sauditas também recapturaram o controle do centro comercial de Áden, onde fica o palácio presidencial. 

Ministros do governo do Iêmen no exílio haviam viajado para Áden com o objetivo de preparar o regresso do governo três meses depois de serem destituídos pelo grupo armado rebelde Houthi, segundo informações de um funcionário.

A cidade portuária tem sido um foco de confrontos desde que os houthis a cercaram em março, quando era sede do governo.

"(O presidente exilado) Abd-Rabbu Mansour Hadi determinou que este grupo voltasse a Áden para trabalhar na preparação da segurança e assegurar a estabilidade diante da retomada das instituições do Estado na cidade", disseram autoridades locais depois que o grupo chegou por helicóptero a uma base aérea militar.

A delegação incluiu os ministros do Interior e dos Transportes, um ex-ministro do Interior, o chefe de Inteligência e o vice-presidente da Câmara.

Nos últimos dois dias, combatentes locais tomaram o aeroporto do Iêmen e o principal porto, que estava sob o controle dos houthis, em uma ação que matou dezenas de pessoas, segundo os médicos. / Reuters e Associated Press

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