Ministros iraquianos escapam de tentativas de assassinato

Um ministro de Estado e um vice-ministro de Saúde do Governo iraquiano saíram ilesos de dois atentados em Bagdá nesta segunda-feira, em um dos quais dois guarda-costas morreram, informou a televisão estatal Al-Iraquiya. O primeiro atentado ocorreu nesta manhã, quando um grupo de homens armados metralhou o comboio do ministro de Estado Mohamad al-Ureibi em um bairro da capital. Ao mesmo tempo, dois funcionários do governo escaparam de tentativas de assassinato, sendo eles o ministro Abbas Auraibi, atacado em Amarah, 320 quilômetros a sudeste de Bagdá, e o assessor ministerial Hakim al-Zamily, atacado no centro da capital iraquiana. Os atentados ocorrem um dia após o seqüestro de outro vice-ministro da Saúde no leste da capital. Os ataques contra as autoridades iraquianas aumentaram depois que o Executivo do primeiro-ministro Nouri al-Maliki emitiu uma ordem de detenção do xeque Harith al-Dhari, chefe da Comissão de Ulemás Muçulmanos, a instituição mais prestigiosa dos sunitas no Iraque. Violência Nesta segunda-feira, homens armados assassinaram um popular comediante da televisão iraquiana e um professor universitário. Ao todo, pelo menos 20 iraquianos foram assassinados em uma série de ataques em Bagdá, Ramadi e Baquba, nesta segunda-feira. Enquanto isso, 25 corpos com sinais de tortura e execução foram encontrados nas ruas da capital iraquiana e em Dujail, ao norte, informou a polícia local. No domingo, mais de cem pessoas morreram por causa da violência sectária no Iraque. Os ataques desta segunda-feira elevam a pelo menos 1.368 o número de pessoas assassinadas no país árabe apenas nos 20 primeiros dias de novembro. O número já é bem superior às 1.216 pessoas mortas em outubro, o que torna novembro o mês mais violento desde que a agência de notícias Associated Press passou a fazer uma contagem geral dos mortos no Iraque, em abril de 2006. Acredita-se que o total de vítimas da violência no Iraque seja bem maior, pois muitas mortes não chegam ao conhecimento das autoridades locais nem da imprensa. Muitas vítimas são sepultadas rapidamente de acordo com os costumes muçulmanos e não chegam a ser enviadas às morgues. Os episódios de violência ocorrem em um momento no qual o ministro das Relações Exteriores da Síria, Walid Moallem, reúne-se com autoridades iraquianas para discutir a crise de segurança e a possível retomada das relações diplomáticas entre os dois países. Nesta segunda-feira, Moallem encontrou-se com o primeiro-ministro do Iraque, Nouri al-Maliki. Segundo um porta-voz do governo iraquiano, Moallem manifestou o desejo sírio de desenvolver as relações bilaterais, promovendo estabilidade e segurança.

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