Ministros israelenses anunciam renúncia após cisma do partido trabalhista

Ehud Barak deixou partido para fundar nova legenda 'Independência', que continuará no governo

Efe

17 de janeiro de 2011 | 14h31

JERUSALÉM - Os ministros trabalhistas no governo do primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, começaram nesta segunda-feira, 17, a apresentar suas demissões após o cisma provocado pelo seu líder e ministro da Defesa, Ehud Barak.

 

Pelo menos um ministro, o de Assuntos Sociais Yitzhak Herzog, formalizou sua demissão, e outros dois, o de Indústria e Comércio, Binyamin Ben-Eliezer, e o de Minorias, Avishay Braverman, anunciaram que farão o mesmo em breve, informou a imprensa local.

 

Trata-se dos três ministros restantes do partido que até hoje dirigia Barak, que se afastou para fundar uma nova formação parlamentar que denominou "Independência" e que seguirá no governo de Netanyahu.

 

Do partido, cinco se separaram de seus 13 deputados, entre eles dois dos cinco ministros.

 

As demissões dos três que seguem a militância no Partido Trabalhista foram conduzidas em resposta à vontade de abandonar um governo "que quer bloquear o avanço do processo de paz".

 

"Chegou o momento de parar de mentirmos para nós mesmos e de abandonar um governo que nos conduziu a um beco sem saída", disse em entrevista coletiva Herzog após anunciar a renúncia.

 

Braverman fez o anúncio uma hora depois e justificou sua decisão afirmando que "Barak tinha esquecido que o processo de paz era o primeiro assunto de sua agenda".

 

Pouco depois, o terceiro ministro, Ben-Eliezer, dos mais veteranos dirigentes trabalhistas, anunciava também sua demissão do governo de Netanyahu e sentenciava que Yitzhak Rabin, o assassinado primeiro-ministro que escolheu Barak como sucessor nos anos 1990, "deve estar se revolvendo no túmulo".

 

Os trabalhistas deverão agora convocar uma reunião para decidirem seus próximos passos e escolherem um novo dirigente.

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