Ministros renunciam em protesto contra golpe na Mauritânia

Dez membros do governo deixam cargos após golpe militar que destituiu o presidente do poder na quarta-feira

Efe,

08 de agosto de 2008 | 18h42

Cerca de dez ministros pertencentes ao Pacto Nacional pela Democracia e o Desenvolvimento (PNDD-ADIL), o principal partido no poder na Mauritânia, renunciaram nesta sexta-feira, 8, em protesto contra o golpe militar de quarta-feira. A informação foi confirmada à Agência Efe pelo ministro da Descentralização, Yahya Ould Kebd, um dos que deixaram o cargo. Veja também:Exército derruba o governo da Mauritânia Segundo o agora ex-funcionário, a renúncia coletiva vai ganhar a adesão de outros cinco ministros, pertencentes à Aliança Popular Progressista (APP), também integrante da coalizão governista. Entre os que abandonaram seus cargos estão: o ministro da Economia e Finanças, Sidi Ould Tah; o titular da pasta de Educação, Mohamed Ould Amar; o de Assuntos Islâmicos, Yahya Ould Sid'El Mustaph; e o de Saúde, Camara Bakary Harouna. Além deles, abandonaram seus cargos: a ministra da Promoção da Mulher, da Infância e da Família, Fatimettou Mint Khatri; o porta-voz do governo, Abdulaye Mamadou Ba; e o encarregado de Investimentos Privados, Sidi Mohamed Ould Emejar. Com essa medida, os ministros expressaram sua rejeição ao golpe que tirou do poder o presidente Sidi Mohamed Ould Cheikh Abdalahi, que ainda está detido e que nesta quinta-feira foi levado do quartel da Guarda Presidencial para o Palácio dos Congressos.

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