Ministros renunciam no Kuwait, mas permanecerão como interinos

Governo enfrenta pressão de oposicionistas devido a denúncias de corrupção

Associated Press e Reuters

28 de novembro de 2011 | 13h29

DUBAI - O emir do Kuwait, xeque Sabah al-Ahmed al-Sabah, aceitou a renúncia do gabinete de governo nesta segunda-feira, 28, mediante a crescente pressão feita por protestos populares e deputados oposicionistas no país. O emir, porém, pediu que os ministros mantenham seus cargos de forma provisória.

 

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A decisão de manter o gabinete, porém, deve irritar os grupos de oposição, que exigiam a renúncia dos ministros ante os relatos de corrupção. A televisão estatal não informou por quanto tempo a equipe ministerial permaneceria no poder antes da realização de possíveis eleições.

 

Recentemente, vários manifestantes foram detidos ao invadirem o Parlamento durante um protesto contra o premiê. O emir, que tem a palavra final sobre a política no país, disse que a invasão marcou um "dia negro" para o Kuwait, e determinou às forças de segurança que tomem "todas as medidas necessárias" para manter a ordem.

 

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