Kyodo News/AP
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Minuto de silêncio lembra desastre no Japão

País ainda luta para reconstruir parte da região nordeste, destruída por onda pós-terremoto

Efe,

11 de março de 2012 | 03h03

TÓQUIO - O Japão parou neste domingo, 11, para lembrar com um minuto de silêncio as vítimas do terremoto e devastador tsunami que há um ano arrasaram o nordeste do país e causaram mais de 19 mil mortos ou desaparecidos e a pior crise nuclear dos últimos 25 anos.

Às 14h46 (horário local, 2h46 de Brasília), milhões de japoneses lembraram em silêncio os mortos na tragédia, enquanto em vários municípios litorâneos da região nordeste, ainda em plena reconstrução, os alarmes voltaram a soar como homenagem um ano depois do desastre.

Em Tóquio, o minuto de silêncio marcou o começo de um memorial do que participam o imperador, Akihito, o primeiro-ministro, Yoshihiko Noda, e os membros de seu Gabinete.

Em cidades como Ishinomaki, no devastado nordeste japonês e onde morreram 3.735 moradores, os atos foram realizados em diferentes pontos do município, incluindo o porto e um centro de convenções onde se reuniram cerca de duas mil pessoas que prestaram homenagem às vítimas do desastre.

Ao minuto de silêncio se uniram também funcionários da Tepco, operadora da usina Fukushima Daiichi, enquanto as homenagens se repetiram no resto da província, onde a crise nuclear obrigou 160 mil pessoas a deixarem suas casas.

No dia 11 de março de 2011, um devastador terremoto de 9 graus na escala Richter sacudiu o nordeste do Japão e provocou um tsunami de até 40 metros de altura em localidades como Rikuzentakata, na província de Iwate, uma das mais arrasadas.

Em Fukushima, ondas de até 15 metros bateram a usina nuclear e paralisaram seu sistema de refrigeração, o que desencadeou um acidente nuclear que, até hoje, mantém 80 mil pessoas evacuadas em um raio de 20 quilômetros em torno da planta e outras tantas em áreas mais afastadas.

Um ano depois, quase 335 mil pessoas permanecem em casas temporárias, enquanto continuam os trabalhos de limpeza para retirar 6 milhões de toneladas de escombros dos mais de 22 milhões que deixou o tsunami.

Até o momento, o governo japonês aprovou quatro orçamentos extraordinários para a reconstrução, no valor total de 20,6 trilhões de ienes (cerca de 190 bilhões de euros).

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