EFE/Fernando Bizerra Jr.
EFE/Fernando Bizerra Jr.

Missa do papa reúne mais de um milhão em Bogotá

Em meio a gritos e lágrimas dos fiéis que o aguardavam desde o amanhecer, Francisco reforçou mensagem de que é preciso evitar a vingança, sentimento que 'ameaça e destrói a vida'

Fernanda Simas, Enviada Especial / Bogotá, O Estado de S.Paulo

07 Setembro 2017 | 21h22

BOGOTÁ - Mais de um milhão de pessoas assistiram à missa campal realizada pelo papa Francisco no fim da tarde desta quinta-feira, 7, no Parque Simón Bolívar, na qual os temas principais foram o fim da violência e o combate à corrupção como maneiras de construir uma nova Colômbia. No evento religioso que fechou as atividades públicas do pontífice em Bogotá e reuniu 1,3 milhão de pessoas, segundo a prefeitura, ele voltou a falar que é preciso evitar a busca por vingança.

"Também aqui, como em outras partes, há trevas densas que ameaçam e destroem a vida. As trevas da sede de vingança e do ódio que mancha com sangue humano as mãos de quem faz Justiça por conta própria", afirmou Francisco. Mais cedo, em seu primeiro discurso na capital colombiana ao lado do presidente Juan Manuel Santos, ele já havia falado desse tema.

O papa chegou a bordo de um papamóvel semi-coberto a este grande parque do oeste da capital colombiana, em meio a gritos e lágrimas dos fiéis que o aguardavam desde o amanhecer. Antes de iniciar a missa, parou para saudar e acariciar vários fiéis, entre eles um grupo de crianças portadoras de deficiências.

Para o arcebispo de Bogotá, o cardial Rubén Salazar, as palavras do papa são um alento para um país que viveu tanta violência. "Nossa pátria sofre os embates da morte de diversas maneiras. A injustiça e a violência deixaram milhares de vítimas que hoje buscam ansiosamente reparação e inserção plena na vida eclesiástica e social", disse Salazar após a missa, agradecendo a presença do pontífice. 

O papa Francisco viaja nesta sexta-feira a Villavicencio para se reunir com vítimas do conflito com a ex-guerrilha Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc), no que deve ser o evento mais emocionante da viagem do pontífice pelo país. 

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