Missão conjunta entre Brasil e Itália parte ao Haiti

Setenta e quatro brasileiros, entre militares e civis, embarcaram hoje de manhã no Porto do Mucuripe, em Fortaleza, no porta-aviões Cavour, da marinha italiana. Eles farão parte da operação conjunta Brasil/Itália de ajuda humanitária ao Haiti. Esta é a primeira vez que as marinhas dos dois países atuam em parceria.

CARMEN POMPEU, Agencia Estado

28 de janeiro de 2010 | 17h17

O objetivo maior da missão será realizar atendimento médico no próprio navio, que servirá como hospital para os sobreviventes do terremoto que abalou o Haiti no dia 12. A previsão é que a embarcação chegue ao seu destino em 1º de fevereiro e permaneça por um mês ou mais atuando ao longo da costa haitiana.

A Marinha do Brasil também embarcou no Cavour dois helicópteros: um UH-14 Super Puma e UH-12 Esquilo. As aeronaves operarão em conjunto com outras seis italianas em missões de retirada aérea de feridos, além de transporte de pessoal e material, busca e resgate, e de apoio às tropas em terra.

A equipe médica brasileira é composta por seis médicos e dez enfermeiros da Marinha, além de 11 médicos e enfermeiros civis, selecionados pelo Ministério da Saúde. Todos voluntários, que atuarão com os médicos italianos. Dos 11 civis, dez são do Rio Grande do Sul e um do Ceará.

Além de um hospital com 35 leitos com equipamentos especiais, 100 comuns e oito de UTI, o Cavour possui equipamentos de ponta como um tomógrafo computadorizado e uma câmera hiperbárica, usadas para controle de infecções.

De acordo com o comandante no navio, Gianluigi Reversi, também estão sendo transportados 181 veículos militares, que serão usados para a reconstrução do país, e toneladas de alimentos recolhidos pela Cruz Vermelha e ONGs italianas.

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