Missão da Guarda Nacional dos EUA constrói barreiras na fronteira

Uma missão avançada da Guarda Nacional dos Estados Unidos está auxiliando na construção de novas barreiras no Arizona. A ação faz parte do processo de deslocamento de soldados da Guarda rumo à fronteira com o México para reforçar a Patrulha Fronteiriça, iniciado nesta segunda-feira.Cerca de 50 soldados da Guarda Nacional do estado de Utah estão entre os primeiros do contingente, de até seis mil oficiais, que serão enviados para reforçar as tarefas de vigilância na fronteira, de 3.200 quilômetros. A medida foi anunciada pelo presidente dos Estados Unidos, George W. Bush, há duas semanas. Na região de San Luis, vizinha à cidade mexicana de San Luis de Potosí, os soldados de Utah cooperarão para completar a construção das barreiras, que incluem uma cerca de metal de quase cinco metros de altura, tanques metálicos para impedir a passagem de veículos,alambrados arame farpado e fundações cheias de água.O comandante Hank McIntire, porta-voz da Guarda Nacional de Utah, disse que os soldados receberão instruções da Patrulha Fronteiriça, agência responsável pela detenção de imigrantes ilegais e pela vigilância das divisas americanas.Calcula-se que só no estado do Arizona a cada dia a Patrulha Fronteiriça captura uma média de 1.200 imigrantes ilegais. No vale do rio Colorado, cerca de 300 imigrantes cruzam diariamente as águas ao sul de uma represa onde a corrente tem pouca profundidade ou arriscam suas vidas em travessias pelo deserto.O Governo americano anunciou reforços na segurança em um acordo de colaboração entre a Guarda Nacional e a Patrulha Fronteiriça, em meio à controvérsia pelo aumento da imigração ilegal no país. Nos EUA vivem cerca de 12 milhões de imigrantes sem documentos. Espera-se que, em meados de junho, a Guarda Nacional do Arizona desloque 300 soldados para a área fronteiriça.Segurança na fronteiraDo lado americano, a fronteira está delimitada por uma cerca metálica, construída há quase 15 anos pelo Corpo de Engenheiros do Exército com lâminas fabricadas originalmente para a construção de pistas de aterrissagem durante a Guerra do Vietnã.Ao lado da cerca se estende uma faixa de cerca de 130 metros de largura onde a vegetação foi arrasada e o solo árido e poeirento fica sob a observação de câmeras montadas em postes e de guardas em postos sobre torres ou em veículos 4x4.Durante a noite, a faixa, delimitada em sua outra parte por uma cerca de arames com puas, fica sob a intensa iluminação de refletores sobre altos postes instalados pela Guarda Nacional.Um dos setores da Patrulha Fronteiriça tem instaladas 28 câmeras fixas em postes, e as imagens são transmitidas para um centro de comunicações onde, em uma sala de pouca iluminação e com ar condicionado, os técnicos são capazes de operá-las de forma remota.As câmeras podem aumentar ou diminuir o ângulo de visão, e muitas delas têm a capacidade de operar com raios infravermelhos, que permitem a visão de corpos na escuridão da noite.Os soldados da Guarda Nacional de outros estados que chegarão para trabalhar na fronteira o farão dentro de um programa chamado "Instrução Inovadora para a Atuação Imediata", segundo disse o oficial da Patrulha Fronteiriça em Yuma (Arizona), Ben Vik.

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