Missão da Liga é questionada

A presença dos observadores enviados pela Liga Árabe à Síria foi amplamente questionada desde o início da missão. Um ponto especialmente controverso foi a chefia do grupo, confiada ao general sudanês Mohamed Ahmed Mustafa al-Dabi. O militar é um fiel defensor de Omar Bashir, presidente do Sudão. Bashir tem a prisão decretada pelo Tribunal Penal Internacional por crimes de guerra.

O Estado de S.Paulo

23 de janeiro de 2012 | 03h06

O general Dabi é acusado de ter formado, em Darfur, as milícias árabes Janjaweed, responsáveis por uma série de crimes contra a população local. Desde a chegada dos observadores da Liga Árabe à Síria, estima-se que o regime de Bashar Assad já tenha matado mais de 400 pessoas em confrontos entre tropas leais ao ditador e grupos armados de oposição.

No início de janeiro, um comitê consultivo da Liga pediu a saída dos observadores, alegando que a missão não havia conseguido conter as mortes no país.

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