Missão da OEA viajará a Honduras para mediar crise

Uma missão diplomática de mediação viajará até Honduras neste fim de semana, anunciou ontem o secretário-geral da Organização dos Estados Americanos (OEA), José Miguel Insulza. Alguns embaixadores, que haviam deixado o país após o golpe militar, também farão parte da comitiva. "O governo de facto nos disse que está pronto para receber a missão", afirmou Insulza, em Nova York, após um encontro com mais de dez ministros de Relações Exteriores. Ele disse que a missão planeja viajar a Tegucigalpa amanhã ou no sábado.

AE, Agencia Estado

24 de setembro de 2009 | 10h13

A empobrecida nação da América Central vive uma situação tensa desde a volta a Honduras, na segunda-feira, do presidente deposto, Manuel Zelaya, que está instalado na Embaixada do Brasil.

No fim de agosto, Insulza e sete ministros de Relações Exteriores tentaram persuadir, sem sucesso, o governo interino a aceitar o plano negociado pelo presidente da Costa Rica, Oscar Arias, o chamado Acordo de San José. A iniciativa incluía o retorno de Zelaya ao poder, a fim de encerrar seu mandato, que terminaria no fim do ano. Há eleições previstas no país para 29 de novembro. O vencedor deve assumir em janeiro.

O golpe de 28 de junho que depôs Zelaya foi o primeiro no país desde o fim da Guerra Fria. A OEA suspendeu Honduras da entidade e governos da região se recusaram a reconhecer o governo de facto, liderado pelo até então presidente do Congresso, Roberto Micheletti. As informações são da Dow Jones.

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