Missão de Annan pode ser a última chance da Síria

O presidente da Rússia, Dmitry Medvedev, disse neste domingo a Kofi Annan, enviado da Organização das Nações Unidas (ONU) e da Liga Árabe, que sua missão pode ser a última oportunidade para a Síria impedir "uma prolongada e sangrenta guerra civil" e prometeu total apoio russo a Annan.

AE, Agência Estado

25 Março 2012 | 17h16

Kofi Annan esteve em Moscou, onde se encontrou com o presidente e ministro de Relações Exteriores da Rússia. Ele agora se dirige para a China, país que, juntamente com a Rússia, tem protegido o presidente sírio Bashar Assad das sanções da ONU por causa de sua repressão ao levante contra seu governo. Mais de 8 mil pessoas foram mortas deste o início do levante, um ano atrás.

"Nós valorizamos muito seus esforços", disse Medvedev a Annan durante uma parte da reunião, que foi transmitida pela televisão. "Esta pode ser a última chance para a Síria evitar uma prolongada e sangrenta guerra civil. Portanto, vamos prestar toda a assistência em qualquer nível."

Na semana passada, o Conselho de Segurança endossou o plano de seis pontos de Annan, que inclui conversações e uma interrupção de duas horas nos confrontos para a entrega de ajuda humanitária.

"A Síria tem a oportunidade hoje de trabalhar comigo e com este processo de mediação para colocar um fim ao conflito, aos confrontos e realmente permitir o acesso àqueles em necessidade de ajuda humanitária, assim como iniciar um processo político que levará a um acordo pacífico", disse Annan ao presidente russo.

A Síria é o último aliado da Rússia no Oriente Médio e importante comprador de armamentos russos. Mas recentemente, Moscou tem demonstrado impaciência com a Síria. O ministro de Relações Exteriores Sergey Lavrov criticou Assad por sua lentidão em implementar as reformas necessárias.

Lavrov se reuniu mais cedo com Annan e pediu a ele que trabalhe dos dois lados do conflito sírio para encerrar a violência, informou o Ministério de Relações Exteriores em comunicado. Lavrov também pediu que a comunidade internacional não apoie um lado em detrimento do outro, diz o documento. As informações são da Associated Press.

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