Missão descarta envio de mais brasileiros ao Haiti

O Comando da Missão de Estabilização das Nações Unidas no Haiti (Minustah) expôs hoje ao governo brasileiro sua avaliação de que, neste momento, não será necessário o aumento de seu contingente. Entretanto, reconheceu que a decisão do Conselho de Segurança de autorizar o aumento do efetivo em 3.500 homens - 2.000 militares e 1.500 policiais - abre para a Minustah uma margem de segurança para o caso de agravamento da violência no país.

DENISE CHRISPIM MARIN, Agencia Estado

19 de janeiro de 2010 | 18h49

Em videoconferência com autoridades de vários órgãos do governo reunidas no Itamaraty, o general Floriano Peixoto, comandante da Minustah, ponderou que os casos mais graves de violência - confrontos e saques - não são generalizados e que as vias de Porto Príncipe estão desobstruídas, o que facilita a ação das forças de segurança. Em sua opinião, a situação se mostra menos grave que a versão difundida pela imprensa.

Caberá ao próprio general Floriano decidir em quantos homens os contingente militar e policial da Minustah serão alterados, com base no limite dado pela resolução do Conselho de Segurança, e como esse aumento se dará ao longo do tempo. Atualmente, a Minustah é composta por 9.151 militares e policiais. O Brasil responde por 1.266 homens.

Segundo o Ministério da Defesa, o País estaria apto para o envio de mais 10 mil homens - o total de soldados e policiais brasileiros que já passaram pelo Haiti desde 2004. Mas o governo aguarda a solicitação oficial da ONU - com o número definido - para dar início a um processo interno de decisão. Depois do aval do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, a palavra final caberá ao Congresso Nacional, que terá de aprovar um decreto sobre o envio adicional de contingente brasileiro na Minustah.

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