Missão diplomática dos EUA visita presidente da Rússia

Alguns dos maiores nomes da diplomacia dos Estados Unidos tiveram uma reunião hoje com o presidente da Rússia, Dmitry Medvedev, em um esforço para melhorar as relações congeladas entre os dois países. Especialistas dizem que se não houver cooperação russa, muitos dos objetivos da política externa norte-americana estarão ameaçados. Já Medvedev afirmou que os encontros, não apenas o de hoje, mas também os das últimas semanas, "refletem o objetivo das nossas nações melhorarem seus laços".

AE-AP, Agencia Estado

20 de março de 2009 | 19h45

Após saudar uma delegação liderada pelo ex-secretário de Estado norte-americano, Henry Kissinger, Medvedev elogiou a iniciativa dos EUA, que primeiro foi anunciada pelo vice-presidente norte-americano Joe Biden. "O surpreendente termo ''reinicializar'' realmente reflete a essência das mudanças que gostaríamos de ver. Nós contamos com uma ''reinicialização'' e eu espero que ela tome forma", disse o líder russo. "Eu estou contente em informar que as diferenças não são grandes e os pontos de acordo são consideráveis", afirmou Kissinger, que ontem teve uma reunião com o primeiro-ministro russo, Vladimir Putin.

Especialistas afirmam que o congelamento das relações entre os EUA e a Rússia complicaram os esforços para limitar a proliferação de armamentos nucleares, reduzir as tensões no leste europeu e obter resultados satisfatórios na guerra do Afeganistão. O grupo liderado por Kissinger propõe uma redução dramática no arsenal nuclear dos dois países. Reviver as negociações para reduzir os arsenais nucleares, especialmente com a proximidade da data do fim de vigor do tratado START I, que expira em dezembro de 2009, está no topo da agenda dos EUA.

Mas o maior esforço parece ser reparar os danos provocados nas relações entre Washington e Moscou, que os especialistas dizem ter chegado ao ponto mais crítico desde o começo da década de 1980. "Certamente, o ponto mais baixo desse período de congelamento nas nossas relações já ficou para trás", disse o vice-chanceler da Rússia, Sergei Ryabkov.

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